segunda-feira, 23 de julho de 2012

Entrevista com António Nóvoa - Resumo ( p.64-69)


 Bem pessoal. Achei muito rico e interessante essa entrevista do Nóvoa. Ele tem uma visão muito clara e abrangente da educação como um todo.
Realmente, o professor atual tem tarefas muito mais complexas do que o professor de meio século atrás. O acúmulo de saberes, a tecnologia na educação e a própria complexidade da sociedade se reflete numa Escola mais complexa, porém com fins e objetivos muito menos claros do que antigamente.
Nóvoa citou duas competências importantes em sua entrevista. A organizacional e aquela relacionada à compreensão do conhecimento. “Recentemente lendo um texto de outro curso EAD da Microsoft me deparei com um termo novo Mindware”. Vem justamente a se encaixar nessas competências citadas pelo Nóvoa.
O “Mindware” é o nosso software mental. Temos que aprender a organizar as informações e os saberes para compreender melhor o conhecimento adquirido. Não basta ter acesso às informações e aos saberes, temos que organizá-los até mesmo para ensinar melhor nossos alunos que também necessitarão de seus próprios mindwares. Não adianta por exemplo, aprender as ferramentas do Windows. Tem que organizar o conhecimento sobre o Word, o excell, o PowerPoint, o moviemaker...e mais, o que você vai fazer com esses softwares. Analogamente, temos nossos próprios softwares mentais...e precisamos organizá-los para melhor compreender e assim , alterar nossas próprias realidades.
O professor atual tem que ser reflexivo e pesquisador. Tem que indagar sobre suas próprias experiências e aprender com elas. Não basta receber capacitação inicial para a carreira. A capacitação é contínua ao longo da carreira toda. E essa capacitação deve estar centralizada nos anseios da própria Escola/comunidade/professorado. E não dá pra discordar disso também.
Gostei muito de saber que um educador do porte do Nóvoa tem uma visão tão plena do que ocorre com as Escolas atuais. Ele deixa claro isso, quando afirma: (...) As escolas valem o que vale a sociedade. Ele enxerga muito bem a sobrecarga que sofremos da sociedade que transpõe missões que antes as famílias davam conta e hoje já não conseguem.
Se hoje, nós professores somos desvalorizados e massacrados pelas mídias e a própria sociedade, que nos submete a críticas abusivas, devemos lutar por condições de um trabalho tranquilo e digno. Para isso, temos que ter uma classe organizada e bem preparada do ponto de vista profissional. Precisamos resgatar o prestígio e a dignidade da carreira, além de boas condições salariais e uma carreira que valha a pena se preparar e manter-se em atualização constante.

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