De
fato, a aprendizagem deve ser uma atividade contínua e não necessariamente
relacionada tão somente ao conhecimento acadêmico (Escolar). Se de fato a
construção do conhecimento se dá em todas as fases de nossa vida...desde a
infância, passando pela adolescência, a fase adulta e entrando na terceira
idade, chegamos a conclusão que os métodos e as pedagogias das instituições
devem ser repensadas.
Muito
interessante à discussão que o texto propõe das diferentes formas de
aprendizagem ao longo da vida e como isso pode ser melhorado.
Aprendemos
na medida em que somos capazes de utilizar nossas experiências de vida e
conhecimentos adquiridos na atribuição de novos significados e na transformação
da informação obtida. O conhecimento é produto do processamento, da
interpretação, da compreensão da informação, mas também da capacidade de
utilizá-la.
O
texto faz uma abordagem do aprendizado segundo Piaget. Segundo o qual, as crianças
aprendem desde o primeiro momento de vida, receptivamente.
Quando
a experiência de aprender é prazerosa, nem nos damos conta de que estamos
aprendendo. Isso vale para todas as idades.
Aprender
é descobrir o mundo. O mundo de informações, de saberes e de conceitos... e
isso não tem fim.
Lembro-me
de ter lido uma frase do educador Albino Teixeira que dizia: Um homem está mais
perto da morte quando desiste de aprender.
Mesmo
na terceira idade, quando as pessoas normalmente já estão aposentadas, com
filhos, netos e até bisnetos... é possível aprender mais. De fato, hoje existem
espalhadas pelo mundo, diversas universidades voltadas para o público da
terceira idade. E nem sempre os cursos estão tão somente voltados aos problemas
da velhice ou algo do tipo. Os idosos aprendem informática, medicina, filosofia,
e outros assuntos de bastante complexidade.
É
claro que são respeitadas as limitações da idade e do aprendizado de cada um
nessa fase da vida.
Outro
ponto que quero ressaltar é a aprendizagem formal, que coloca o indivíduo como
um receptor-passivo, num sistema de transmissão de conhecimento e informação, organizados
num currículo com disciplinas, e tópicos sistemáticos. Esse sistema castra e
nega o aprendiz considerado caçador-ativo de conhecimento e informações. A
Escola de certa maneira é contra-produtiva, na medida em que está estagnada na
sua própria obsolescência. Mas segundo o texto o ideal seria que todos nós
adotássemos uma predisposição de aprendizagem continuada ao longo da vida.
Devemos, portanto, alternar a postura ativa e receptiva de forma complementar,
mas não antagônica.
A
função da educação formal na Escola deveria trabalhar com a predisposição de
caçador ativo, e auxiliar a desenvolver a aprendizagem continuada ao longo da
vida.
O
autor faz uma critica ao ensino atual, discutindo se muitas instituições mantêm
cursos tão somente para certificar e não para desenvolver um aprendiz com
predisposição continuada para toda a vida. Aquele que consegue aprender a
aprender. Segundo o autor, para estimular a aprendizagem ativa, deve-se criar
ambientes de aprendizagem com atividades, objetos e materiais de suporte
pedagógico impregnado com determinados conceitos ou estratégias. Assim,
interagindo com os objetos ou desenvolvendo as atividades, possam construir
conhecimentos relacionados com esses conceitos ou estratégias. Mas é preciso de
orientação dos agentes de aprendizagem (professores, orientadores...).
O
desafio é: Como formar efetivos e eficientes agentes de aprendizagem?
Atualmente
a Escola tem sido, o único ambiente de aprendizagem na sociedade. Mas estão
surgindo outros como os cursos EAD, e organizações de aprendizagem.
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