segunda-feira, 23 de julho de 2012

QUEM SOU COMO PROFESSOR E APRENDIZ?


De fato, a aprendizagem deve ser uma atividade contínua e não necessariamente relacionada tão somente ao conhecimento acadêmico (Escolar). Se de fato a construção do conhecimento se dá em todas as fases de nossa vida...desde a infância, passando pela adolescência, a fase adulta e entrando na terceira idade, chegamos a conclusão que os métodos e as pedagogias das instituições devem ser repensadas.
Muito interessante à discussão que o texto propõe das diferentes formas de aprendizagem ao longo da vida e como isso pode ser melhorado.
Aprendemos na medida em que somos capazes de utilizar nossas experiências de vida e conhecimentos adquiridos na atribuição de novos significados e na transformação da informação obtida. O conhecimento é produto do processamento, da interpretação, da compreensão da informação, mas também da capacidade de utilizá-la.
O texto faz uma abordagem do aprendizado segundo Piaget. Segundo o qual, as crianças aprendem desde o primeiro momento de vida, receptivamente.
Quando a experiência de aprender é prazerosa, nem nos damos conta de que estamos aprendendo. Isso vale para todas as idades.
Aprender é descobrir o mundo. O mundo de informações, de saberes e de conceitos... e isso não tem fim.
Lembro-me de ter lido uma frase do educador Albino Teixeira que dizia: Um homem está mais perto da morte quando desiste de aprender.
Mesmo na terceira idade, quando as pessoas normalmente já estão aposentadas, com filhos, netos e até bisnetos... é possível aprender mais. De fato, hoje existem espalhadas pelo mundo, diversas universidades voltadas para o público da terceira idade. E nem sempre os cursos estão tão somente voltados aos problemas da velhice ou algo do tipo. Os idosos aprendem informática, medicina, filosofia, e outros assuntos de bastante complexidade.
É claro que são respeitadas as limitações da idade e do aprendizado de cada um nessa fase da vida.
Outro ponto que quero ressaltar é a aprendizagem formal, que coloca o indivíduo como um receptor-passivo, num sistema de transmissão de conhecimento e informação, organizados num currículo com disciplinas, e tópicos sistemáticos. Esse sistema castra e nega o aprendiz considerado caçador-ativo de conhecimento e informações. A Escola de certa maneira é contra-produtiva, na medida em que está estagnada na sua própria obsolescência. Mas segundo o texto o ideal seria que todos nós adotássemos uma predisposição de aprendizagem continuada ao longo da vida. Devemos, portanto, alternar a postura ativa e receptiva de forma complementar, mas não antagônica.
A função da educação formal na Escola deveria trabalhar com a predisposição de caçador ativo, e auxiliar a desenvolver a aprendizagem continuada ao longo da vida.
O autor faz uma critica ao ensino atual, discutindo se muitas instituições mantêm cursos tão somente para certificar e não para desenvolver um aprendiz com predisposição continuada para toda a vida. Aquele que consegue aprender a aprender. Segundo o autor, para estimular a aprendizagem ativa, deve-se criar ambientes de aprendizagem com atividades, objetos e materiais de suporte pedagógico impregnado com determinados conceitos ou estratégias. Assim, interagindo com os objetos ou desenvolvendo as atividades, possam construir conhecimentos relacionados com esses conceitos ou estratégias. Mas é preciso de orientação dos agentes de aprendizagem (professores, orientadores...).
O desafio é: Como formar efetivos e eficientes agentes de aprendizagem?
Atualmente a Escola tem sido, o único ambiente de aprendizagem na sociedade. Mas estão surgindo outros como os cursos EAD, e organizações de aprendizagem.

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